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quinta-feira, outubro 03, 2013

FELICIDADE ETERNA OU MÚLTIPLA?


Essa é uma busca da humanidade através dos tempos... isso será uma utopia??
Entendo que felicidade é uma emoção, que tem a ver com plenitude, com afetos, com prazer, com o que nos realiza e nos satisfaz.
Podemos sempre e a toda hora estar felizes?
Depende aonde colocamos nossos afetos e amores, nossas satisfações.
Dá para ser plenamente feliz com alguém querido muito doente, por exemplo?

Tendo vários afetos, vários amores, várias formas de se obter prazer, como - trabalho, família, amigos, alguém especial, a religião, um hobby, um ideal se pode obter alegria, satisfação, plenitude por momentos, horas, dias, mesmo que em uma área da vida as coisas não estejam tão plenas assim.
Tendo várias áreas de afetos e prazer na vida, fica mais fácil.
Se soubermos o que nos excita, o que nos movimenta nos impulsiona para estarmos vivos, podemos viver felizes. O movimento é da excitação à satisfação, sempre.
Plenitude ... pode ser por um momento, mas é satisfação!!!!

Mário Quintana, que é um poeta que amo, uma vez escreveu uma prosa que mostra como as pessoas almejam a felicidade:
"A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista."

E ainda o Mário nos diz:
"DA FELICIDADE
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!"

Plagiando Wilhelm Reich eu diria Felicidade eterna ou múltipla?

Tania Jandira R. Ferreira/outubro 2013