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quarta-feira, setembro 07, 2016

Solidão é falta de conexão afetiva real


A  solidão é um sentimento de isolamento social que tem se tornado muito comum no mundo. Afeta crianças, jovens, adultos e idosos.

Ele pode ser traduzido pela dificuldade de sintonia com outras pessoas, mesmo estando rodeado de gente, ter amigos e familiares.

Inicialmente a pessoa pode estabelecer relações com outras, mas como sente que não há sintonia ou reciprocidade, tende a se isolar. O isolamento para estas pessoas é melhor que a dor emocional, o sentimento de rejeição ou vergonha de si e de seu estado.

Pessoas que sentem-se solitárias, geralmente também apresentam quadros de angústia, depressão e hostilidade, o que pode gerar um círculo vicioso, estabelecendo relações negativas com outras pessoas.

As consequências físicas deste estado quando se torna crônico são: eleva-se os níveis de cortisol (o hormônio do estresse), a imunidade diminui ( há uma redução  de nossa proteção contra os vírus e inflamações e aumentamos o risco e a gravidade de infecções virais), o sono é interrompido, fazendo com que a pessoa acorde esgotada. Isso acontece por que outro sentimento que acompanha o estado de solidão é ver o mundo como pouco seguro e hostil. Com isso, a pessoa está permanentemente alerta contra perigos sobre si.

Pesquisas vem demonstrando, que uma em cada quatro pessoas em países industrializados pode estar vivendo na solidão. Como este é um estado emocional que normalmente vem acompanhado de tristeza e irritação e é um estado emocional estigmatizado em nossa sociedade atual, há poucas chances de familiares e amigos perceberem que a pessoa esteja pedindo ajuda e uma conexão real e afetiva com ela.

Caso a pessoa procure ajuda psicológica e reconheça seu estado, conforme vai melhorando a qualidade das relações sociais, seu estado de saúde física também vai melhorando: melhora a pressão arterial, os níveis de hormônios do estresse, os padrões de sono, as funções cognitivas e o bem-estar geral.

Seres humanos necessitam de vínculos afetivos. Precisam da companhia, do carinho, da proteção, da amizade, do compartilhar. 
Ter  paciência e empatia com outro atualmente é algo pouco comum. Como diz Zigmund Bauman, vivemos um tempo “onde o amor é mais falado, que vivido”.

Para pessoas que sofrem de solidão o apoio de amigos e familiares, compartilhar bons momentos, reforçar laços afetivos que existiram, pode ser um fator que possibilita  recuperar a confiança no mundo, no outro e nos   vínculos sociais e afetivos que reduzem a  solidão crônica.

Para melhor entender a solidão que o outro sente, trago Alceu Valença.

Tania Jandira R. Ferreira

Setembro/2016