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quarta-feira, fevereiro 18, 2015

SINTONIA CORPORAL



"As pessoas que estão sintonizadas com seu corpo tendem a ter uma vida emocional mais vívida, tanto nos bons quanto nos maus momentos." Sintonize!
 A relação do coração com os sentimentos, sempre foi alvo de pesquisa. Abaixo mais uma que mostra a relação do coração com a emoção.
 


 “...Sempre falamos em "seguir o que o coração manda", mas só recentemente pesquisadores começaram a entender como o órgão contribui para as nossas emoções e o misterioso sentimento de intuição.
A noção já era antiga - basta lembrar que, ao embalsamar corpos, os egípcios mantinham o coração intacto enquanto não viam problemas em retirar do morto seu "recheio craniano".
William James, fundador da psicologia moderna, ajudou a formalizar essas ideias no século 19, ao sugerir que os sentimentos fazem parte de um ciclo de comunicação entre o corpo e o cérebro.
Ele levantou também a seguinte questão: se cada pessoa tem uma consciência corporal diferente, elas também sentiriam emoções de maneira diferente?
Suas ideias foram colocadas à prova recentemente por um grupo de cientistas da Universidade de Munique, na Alemanha. Eles pediram que voluntários contassem seus batimentos cardíacos apenas com o que sentiam no peito, sem tocá-lo. Um em cada quatro acertou metade da contagem, enquanto outro quarto conseguiu 80% de precisão.
Depois disso, os voluntários foram submetidos a vários testes cognitivos. E foi aí que as teorias de James se comprovaram: aqueles com mais consciência de seus corpos tenderam a ter reações mais intensas a imagens emotivas, além de descreverem melhor seus sentimentos. Eles também reconheciam mais as emoções em outros rostos e eram mais rápidos ao reagir a uma ameaça.
Em outras palavras: as pessoas que estão sintonizadas com seu corpo tendem a ter uma vida emocional mais vívida, tanto nos bons quanto nos maus momentos.
Esses sinais secretos do corpo também podem estar por trás da nossa intuição – aquela sensação indefinível de que algo está prestes a acontecer.”...
Trecho de artigo em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150216_vert_fut_homem_dois_coracoes_ml?ocid=socialflow_facebook

quinta-feira, março 20, 2014

Rir é o melhor remédio?


Esta é uma das frases da sabedoria popular, mas também um instrumento terapêutico.
A sociedade prega ideais de felicidade que podem levar a frustrações. Não podemos nos resignar a uma vida insatisfatória, mesmo sendo reconhecida socialmente e aceita. Vidas insatisfatórias aumentam os níveis de frustração, angústia, fobias e depressão.
O bom  humor faz com que não nos deixemos abater perante o infortúnio e não nos levarmos tão a sério; é acharmos graça das incertezas da vida, é exercitar descrer em todas as verdades difundidas socialmente, libertando-se dos ideais dominantes.
O humor é uma forma dos adultos brincarem e não se tornarem amargos perante a vida. Quando a pessoa consegue se distanciar dos dramas da vida, consegue enxergar as razões de seu sofrimento por novos pontos de vista, e até mesmo rir deles.



No processo terapêutico quando isso acontece é uma demonstração que a pessoa está caminhando para se libertar dos seus condicionamentos e olhar seus sofrimentos sob um outro ponto de vista. É muito gratificante compartilhar esses momentos e podermos rir juntos, de piadas que as próprias pessoas fazem de si e de seus problemas.
O humor é nato,  tem sua fonte na atividade lúdica da criança. As crianças, pelo riso, manifestam um estado de ânimo que indica que elas estão se divertindo. O riso convida para brincar. Para Lacan “antes mesmo da fala, a primeira comunicação verdadeira, a comunicação para além daquilo que vocês são diante dela como presença simbolizada, é o riso. Antes de qualquer palavra, a criança ri.”


No adulto o humor é fruto de sua imaginação criadora. Para adquirir humor é preciso desenvolver a ludicidade, uma faculdade necessária para uma vida satisfatória e expansiva.
O humor e o riso se expressam no corpo. Não apenas no rosto.
Você já reparou que quando rimos de fato todo nosso corpo vibra? A barriga também???
Existe um músculo chamado diafragma que quando endurecido, rígido dificulta não só a respiração, mas a expansão das correntes vivas de emoção no organismo; não permitindo que a potência da vida que é genital, flua até o peito e nos torne felizes.

O humor seduz. Ele rompe barreiras que separam nossos interesses egoístas dos interesses dos outros, provoca intimidade e comunhão. Rir junto com alguém é um exercício de intimidade, que favorece amizades e até aproximação sexual. O sorriso auxilia nas relações sociais, “quebra o gelo“. O humor é um instrumento de grande valia nas comunicações entre pessoas pois desperta o interesse do ouvinte.
Uma pessoa que foi privada da capacidade de brincar e sujeita a violências, pode ter seu senso de humor comprometido. Pode se tornar uma pessoa cronicamente afetada. Isso se expressa em uma polidez exagerada, uma seriedade formal, uma tristeza indefinida ou numa revolta verbal.
Hoje se fala muito da  “distimia ou mau humor crônico”, que é um  transtorno recentemente formulado pela psiquiatria americana, equivalente a uma forma branda de depressão. O sujeito cronicamente mal-humorado revela uma enorme insatisfação com seu estilo de vida, responsabilizando, no entanto, o outro por seu sofrimento. 


O humor é uma atividade mental. Toda atividade mental tem seu correspondente neuroquímico, mas não podemos compreender que a falta de humor seja apenas uma disfunção neuroquímica. Ela é um sintoma do dinamismo da psiquê.

William James entendia que “Nós não sorrimos por eu somos felizes; nós somos felizes por que sorrimos” . Ainda James no ensina que uma emoção contagia. Ela pode tanto nos contagiar, quanto contagiar o outro. O riso reforça a importância da emoção.

Ainda hoje, lembro depois de tantos anos, quando um cliente cronicamente deprimido, deu boas risadas comigo e disse uma frase um tanto triste. “Só com você consigo rir”.

O processo psicoterapêutico é carregado de muitos momentos de tristeza, mas podemos resgatar o bom humor das pessoas, ajudar a relembrar de momentos de alegria, aumentar a resiliência e a força para lidar com os sofrimentos. Não se trata de negar as feridas da vida, mas de sobreviver a elas.
Podemos também diferenciar o humor da ironia, do deboche e  do riso cínico. Com a ironia e o deboche rimos do outro por acreditar que somos superiores. É um senso de superioridade que o rege. O cinismo é um riso amargo, melancólico, de quem, decepcionado, perdeu o gosto pela vida.
Para Freud o humor é essencial, uma mostra de um psiquismo sadio. Um mecanismo de libertação ou superação individual a um coletivo repressor. Freud afirmava que também podemos rir do que é superior a nós ou do que possui poder sobe nós. “O humor não é resignado, mas rebelde”. Para ele quem consegue fazer piadas sobre a própria sorte estaria acima de seu destino. Freud quando soube que seus livros estavam incluídos nas queimas das praças públicas de cidades alemãs, disse: “Que progressos estamos fazendo! Na Idade Média teriam queimado a mim. Hoje, se contentam em queimar meus livros”.
O riso é um sinal de saúde mental, poder rir sozinho, poder rir de si mesmo, poder rir junto com outros. A alegria é algo que contagia e pode ser compartilhada. Ela se extravasa no sorriso. O humor tem potência.

Tania Jandira R. Ferreira
19/03/2014

segunda-feira, julho 11, 2011

SOMOS UM TODO

Somos um todo, corpo, mente , espírito. O problema em uma parte afeta o todo.

Como esquecemos isso?
Uma mágoa guardada é uma ferida na alma, um ressentimento uma chaga aberta, a tristeza uma nuvem carregada, a raiva uma explosão de raios, o ódio uma bomba.

Como não sabemos disso?

Somos humanos, reagimos ao nosso meio. Uma injustiça sofrida pode desencadear raiva, mágoa mesmo. Perdas nos dão tristezas.

Há um tempo para digerir nossas emoções diante das situações que nos deparamos em nossas vidas... mas é necessário digestão delas, elas precisam ir.....
Não é bom carregarmos emoções tóxicas por todo o sempre.

O passado, por mais sofrido que possa ter sido, não pode nos assombrar como alma penada, já diz a música.
Se não digerimos estas emoções elas fazem mal ao nosso corpo. Emoção, pensamento são energias. Elas ficam represadas em pontos de nosso corpo, de nossa aura. Podem vir a se manifestar também no físico. 
Isso já escutamos. Mas entendemos?
Muitos dizem que cuidam do Corpo. 
De que corpo falam? 
Cuida-se para que? Sedução? 
Cuida-se para se manter vivo e saudável. Ginástica, alimentação, exames, remédios.
Muitos que cuidam do corpo pensando na beleza e saúde, também  cultivam a tristeza, o ressentimento, a mágoa e com isso possuem um coração pesado.  Não digerem suas emoções e pensamentos tóxicos.

Fragilizados no corpo e na alma, fragilizado o espírito está. Tem dificuldade de se conectar com a divindade que habita em cada um de nós, pois somos parte Dele.

Chorar alivia a alma, a água salgada cicatriza as feridas. 
Perdoar também ajuda e muito e sorrir e rir mais ainda. O riso ilumina a alma, atrai energias solares. Desfaz as nuvens...
Somos um Todo, corpo, mente e espírito.
E nem adianta dizer que cuida do espírito porque reza, ora, mentaliza, mandiga... e depois sai de novo se lamentando, briga com os filhos, chuta o cachorro e ludibria as pessoas.
Re-ligare não é isso!
Compreender que somos um Todo e que uma parte influencia o todo é nos cuidarmos de fato, não negligenciando nenhuma de nossas partes.
A compreensão que move as Psicoterapias Holísticas é desse Todo e sua proposta é apoiar as pessoas em sua busca de integração.

Tania Jandira R. Ferreira