Esse blog foi criado para divulgar a psicologia através de artigos, vídeos e poemas sobre a essência da vida, sobre olhares sobre a vida, sobre a sociedade, sobre o humano,sobre a saúde emocional, sobre o que nos afeta, sobre como podemos nos afetar e afetar. Seja Bem vindo(a)!
quinta-feira, junho 29, 2017
terça-feira, junho 20, 2017
DIFICULDADE DE AMAR, CORAÇÕES ENDURECIDOS
Para a psicoterapia baseada em Wilhelm Reich, nosso corpo é
estruturado em segmentos, sendo o segmento
toráxico o centro de
nossa estruturação.
Nele também se encontram os
pulmões, o timo e o coração. Onde se localizam emoções e sentimentos, sendo
também seu manancial. Contrações
crônicas deste grupo muscular impedem ou dificultam a respiração profunda que
flua. Isso dificulta expressões emocionais de afeto e perceber emoções
latentes.
O coração se
endurece, a emoção se empobrece, fica contida. O tórax rígido dificulta
expressões de amor ao outro e sua consciência. É uma profunda ferida emocional,
de desamor, que vai determinar esta rigidez. Mágoas e ressentimentos ficam contidos.
Uma forma de expressar os afetos contidos e
ir se flexibilizando está no contato com o outro através dos braços, dos
abraços, de mãos que mais do que se tocar, se unem e se entrelaçam...
processos.
O simples dar as mãos de forma genuína
transmite afeto e confiança, assim como abraços. Pesquisas da psicossomática
indicam que abraços podem reduzir hormônios de stress
(cortisol) e aumentar os níveis de hormônios do amor(oxitonina). Abraços relaxam, são momentos de
entrega e confiança.
Como abrange a boca, pode também afetar outra
expressão de afeto, os beijos, que podem
ser frios, falsos, formais e forçadamente eróticos.
O beijo aproxima pessoas. É um ato, que, de acordo a situação das pessoas, nos pode levar a
estados de satisfação gerada pelo ato de amar, de compartilhar, de dar e
receber. Quem beija doa carinho, afeto e intensidade. Quem
recebe, deve estar pronto para se sentir querido. É preciso entrega para ambas
as partes. Beijos são expressão de carinho, afeto e também de erotismo. Eles
também sendo genuínos estimulam a oxitonina e a dopamima(euforia e prazer).
Uma forma de se ir flexibilizando é também se deixar beijar. A
isto você se permite? Como também em beijar e com isso passar seu afeto ao
outro.
Expressar afeto é uma forma de curar a ferida do desamor, que
torna pessoas endurecidas. Quando nos abandonamos num abraço e/ou um beijo,
também depois sorrimos. Expressão que a alegria tomou conta de nós.
Tania Jandira R. Ferreira
Junho/2017
sexta-feira, fevereiro 24, 2017
O Afeto é Revolucionário
Pessoas
duras e rígidas não conseguem
se relacionar de forma satisfatória com o meio exterior. Há um bloqueio de
energias afetivas e emocionais. Não se consegue mais dar e receber carinho ou
afeto de qualquer espécie. Logo, se tornam incapacitados de interagir, de amar
e serem amados.
Os bloqueios impedem ser carinhosos e amorosos. Ficam violentos com
facilidade e não conseguem manifestar seu amor verdadeiramente ao outro. Eles
se sentem vazios e percebem que nada
está sendo trocado. Na verdade um não pode sentir o outro.
Diante das inseguranças no amor e incertezas no trabalho,
as pessoas pretendem compromissos emocionais seguros no trabalho e no amor.
Trabalho e amor exigem dedicação.
A busca de sucesso no trabalho, assim como as inquietudes
em relação ao trabalho podem levar a perda da importância da família ou das
relações amorosas. Essas relações tornam-se rígidas e burocráticas. Um “compromisso”
social, sem afeto.
Algumas das causas da dificuldade de uma relação permanente
estão no enfraquecimento do desejo sexual e na falta de ternura entre os parceiros.
Ser potente é quando não dissociamos a sexualidade terna e a
sensualidade.
Quando uma emoção é gerada no interior psíquico de um ser humano ela libera uma quantidade de energia que passará a fluir em forma de ondas por todo o corpo humano. Essa energia interagirá com todas as células do corpo humano. Assim ocorre a interação corpo e mente.
Quando uma emoção é gerada no interior psíquico de um ser humano ela libera uma quantidade de energia que passará a fluir em forma de ondas por todo o corpo humano. Essa energia interagirá com todas as células do corpo humano. Assim ocorre a interação corpo e mente.
Tania Jandira R. Ferreira
Fevereiro/2017.
quarta-feira, setembro 07, 2016
Solidão é falta de conexão afetiva real
A solidão é um sentimento de isolamento social que
tem se tornado muito comum no mundo. Afeta crianças, jovens, adultos e idosos.
Ele pode ser traduzido pela
dificuldade de sintonia com outras pessoas, mesmo estando rodeado de gente, ter
amigos e familiares.
Inicialmente a pessoa pode
estabelecer relações com outras, mas como sente que não há sintonia ou
reciprocidade, tende a se isolar. O isolamento para estas pessoas é melhor que
a dor emocional, o sentimento de rejeição ou vergonha de si e de seu estado.
Pessoas que sentem-se solitárias, geralmente também
apresentam quadros de angústia, depressão e hostilidade, o que pode gerar um círculo
vicioso, estabelecendo relações negativas com outras pessoas.
As consequências físicas deste estado quando se
torna crônico são: eleva-se os níveis de cortisol (o hormônio do estresse), a
imunidade diminui ( há uma redução de nossa
proteção contra os vírus e inflamações e aumentamos o risco e a gravidade de
infecções virais), o sono é interrompido, fazendo com que a pessoa acorde
esgotada. Isso acontece por que outro sentimento que acompanha o estado de
solidão é ver o mundo como pouco seguro e hostil. Com isso, a pessoa está
permanentemente alerta contra perigos sobre si.
Pesquisas vem demonstrando, que uma em cada
quatro pessoas em países industrializados pode estar vivendo na solidão. Como
este é um estado emocional que normalmente vem acompanhado de tristeza e irritação
e é um estado emocional estigmatizado em nossa sociedade atual, há poucas
chances de familiares e amigos perceberem que a pessoa esteja pedindo ajuda e
uma conexão real e afetiva com ela.
Caso a pessoa procure ajuda psicológica e reconheça seu
estado, conforme vai melhorando a qualidade das relações sociais, seu estado de
saúde física também vai melhorando: melhora a pressão arterial, os níveis de
hormônios do estresse, os padrões de sono, as funções cognitivas e o bem-estar
geral.
Seres humanos necessitam de vínculos afetivos. Precisam
da companhia, do carinho, da proteção, da amizade, do compartilhar.
Ter paciência e empatia com outro atualmente é
algo pouco comum. Como diz Zigmund Bauman, vivemos um tempo “onde o amor é mais
falado, que vivido”.
Para pessoas que sofrem de solidão o apoio de
amigos e familiares, compartilhar bons momentos, reforçar laços afetivos que
existiram, pode ser um fator que possibilita recuperar a confiança no mundo, no outro e nos
vínculos sociais e afetivos que reduzem a solidão crônica.
Para melhor entender a solidão que o outro sente,
trago Alceu Valença.
Tania Jandira R. Ferreira
Setembro/2016
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solidão,
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Zigmund Bauman
quinta-feira, maio 05, 2016
Sobre cuidados e auto cuidados
Ontem,
no elevador indo ao meu consultório, ouvi de uma senhora ao celular, que precisava
desligar o telefone por que estava indo ao psicólogo e ele ia dar uma bronca nela,
por que sempre tinham várias pessoas ligando.
Perguntei
a ela se o terapeuta estava errado. Ela
não me respondeu.
Eu
disse que a terapia é um espaço para a pessoa, ás vezes o único espaço que a
pessoa tem para se cuidar. Disse também que muitas vezes há pessoas que nos
ligam sem necessidade e se deixamos não temos como nos cuidar.
Ela
me sorriu sem graça e disse que com ela é assim.
Estávamos
chegando ao andar que ela ia.
Me
despedi, me desculpando pela intromissão. Disse que sou psicóloga e ás vezes o
que ela entendia como bronca, era um toque. Ela me sorriu, desta vez não sem
graça. Me deu um tchau com um sorriso largo.
Fiquei pensando. Nossa sociedade imputa as pessoas que cuidem de outros e algumas
pessoas assim deixam de se cuidar.
Cuidar do outro é um valor
ainda para muitos, embora vivamos em uma sociedade individualista e egoísta;
mas muitos ainda precisam se repensar pois acabam deixando de cuidar de si
mesmos e vivem deixando os auto cuidados de lado.
Como alguém que não se
cuida pode cuidar de outros? Como vai ensinar pelo exemplo que cada um precisa
se cuidar?
Algumas
pessoas deixam de se cuidar, com a justificativa de que outros precisam delas,
mas não percebem que estão se saturando e nem sempre vão receber o cuidado de
quem cuidam, quando necessitarem. Depois, quando isso acontece, falam de
ingratidão. E vão estar sós, por que a sua volta, só conseguiram pessoas que não
a vêem como pessoas que hora cuidam,
hora precisam de cuidados. Afinal, todos precisamos em algum momento do outro.
Fiquei
pensando também no que cada um vê como “erro”. No caso que relato, será que a
senhora entende que é um erro não ter um tempo para si? Talvez não. Talvez sua crença é de que muitos precisam dela.
Fiquei
pensando também no que cada um vê como “bronca”. Um toque mais sério do psicólogo?
Um toque sem um olhar carinhoso?
Quando
um cliente traz isso para a terapia, podemos trabalhar essa compreensão. Nem
tudo pode ser carinho, apesar de poder ser compreensão.
A
terapia não é só palavra. Nossos olhos falam, nossas expressões faciais nos
revelam. E esses sinais acontecem a cada
instante, não só na terapia.
As
pessoas “aprendem” e “apreendem” que suas ações são afirmadas ou refutadas pelo
outro, através também de sinais corporais.
Terapia
é um espaço/tempo curto, mas é também uma aprendizagem que devemos levar para
nosso cotidiano, se de fato, se quer modificar o que traz insatisfação na vida.
Terapia
é processo, de um jornada pessoal e única, onde o terapeuta é companheiro de
estrada.
Por
acaso, passei na estrada dessa senhora, por um curtíssimo tempo. Sou uma profissional
do cuidado.
Dei
um toque sorrindo, mas ao mesmo tempo séria, por que em minha prática vejo
muitas pessoas como ela. Se o toque ajudou? Talvez... por um breve tempo...
talvez... mas o sorriso dela ao final se despedindo, não me pareceu de alguém que
levou um bronca. Isso me deixou bem, por ter me intrometido em algo sem que me pedissem.
Fiquei
pensando. Em uma sociedade aonde o carinho é artigo de luxo, muitos não vêem
como carinho um toque de cuidado.
Fiquei
pensando, cada um pode fazer algo, mesmo que seja pequeno.
Mais
não pensei.
Clientes
me aguardavam e cada um no seu tempo, cada um com suas crenças, cada um com sua
história, cada um com sua história sobre o que é cuidar e ser cuidado.
Em
cada estrada que sou companheira, um passo de cada vez.
Tania Jandira R. Ferreira
Maio/2016
terça-feira, abril 19, 2016
O racismo é promotor de transtorno mental e adoece
Repasso o excelente artigo sobre o racismo na visão da psicologia:
"Em 2016, a Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP) definiu o tema racismo como preocupação central para o ano de 2016, abordando temas como a violência simbólica, física e policial contra os não-brancos do país. Mesmo com a resolução nº 018/99 do CFP, que estabelece as normas de atuação dos psicólogos em relação ao preconceito e à discriminação racial, os casos de racismo na atuação da Psicologia ainda persistem. A Psicologia entende que o racismo é promotor de transtorno mental e adoece.
Expressões, comportamentos e brincadeiras preconceituosas são, na maioria das vezes, banalizados e reproduzidos sem que as pessoas identifiquem a ação racista. Na Psicologia, ações como essas podem repercutir no atendimento ao paciente que procura um profissional que, muitas vezes, não está preparado para identificar as situações de preconceito às quais essa pessoa é submetida, repetindo o mesmo preconceito ao qual essa pessoa foi exposta. Do outro lado, também, são inúmeros os relatos de profissionais que sofrem racismo por parte dos pacientes.
A psicóloga Maria Aparecida Bento, doutora em Psicologia e integrante da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia e do GT de relações raciais da autarquia, aponta que o cenário de preconceito se agrava ainda mais quando consideramos a situação das mulheres negras no Brasil, que hoje representam 25% da população.
“As mulheres negras enfrentam situações ainda bem complicadas em algumas áreas. No mercado de trabalho há uma grande exclusão das mulheres negras. Nos últimos censos que tenho feito em grandes empresas, você tem um desafio para mulheres brancas que é de ascensão, mas há uma inserção crescente das mulheres em geral que beira, às vezes, 40% ou 50%, mas a média das mulheres negras raramente ultrapassa os 9%. Então, quando se avança na questão de gênero não estamos avançando em relação às mulheres negras. O grande desafio é pressionar cada vez mais as instituições e trazer esse assunto à baila para dizer que é preciso mudar essa situação de exclusão, de subqualificarão, de sub-representação”, defende.
Outra situação que expõe a vulnerabilidade das mulheres negras na sociedade são os dados do Mapa da Violência 2015. O relatório elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Estudos Sociais (FLACSO) mostrou que o número de mulheres negras mortas cresceu 54% em 10 anos (de 2003 a 2013), enquanto o número de mulheres brancas assassinadas caiu 10% no mesmo período.
A psicóloga Maria Conceição Costa, doutoranda em psicologia clínica na Universidade Católica de Pernambuco, aborda outros dois aspectos que revelam outras formas de discriminação às mulheres negras, naturalizados em nossa sociedade. Ela defende a regulamentação da comunicação pelo Estado para cobrar dos veículos de comunicação uma postura de não promoção e reprodução do racismo.
“A mídia brasileira, especialmente falando das televisões e dos jornais impressos, ainda coloca a mulher negra, a pessoa negra, numa situação muito degradante. Nas novelas, as mulheres negras estão nos papeis de empregadas domésticas, de babás, quando avançam um pouquinho são professoras. Ainda é um aspecto forte do racismo que precisamos combater, porque para a mulher negra ainda são dadas as piores posições de trabalho. Isso fica no subjetivo das mulheres negras, mas também das meninas; se o Estado brasileiro não regulamenta a sua comunicação e a sua mídia, isso vai demorar a acabar. E é obrigação do Estado regulamentar, nenhuma televisão pode degradar nenhuma figura de mulher ou homem negro. A mídia, de um modo geral, eles precisa ser regulamentada porque mantém e reforça essa estrutura perversa que é o racismo brasileiro”, defende.
Em 2015, diversas psicólogas negras de todo o Brasil participaram, em Brasília, da Marcha das Mulheres Negras. Durante o evento, que teve como tema “Contra o racismo, a violência e pelo bem viver”, as psicólogas denunciaram que o racismo é causador de transtorno psíquico e adoece.
A RádioPSI preparou um especial para abordar temas que são prioritários no debate sobre Psicologia e mulheres. Veja a programação da rádio e ouça esta e outras entrevistas: http://site.cfp.org.br/multimidia/radiopsi/
Artigo no site:
"Em 2016, a Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP) definiu o tema racismo como preocupação central para o ano de 2016, abordando temas como a violência simbólica, física e policial contra os não-brancos do país. Mesmo com a resolução nº 018/99 do CFP, que estabelece as normas de atuação dos psicólogos em relação ao preconceito e à discriminação racial, os casos de racismo na atuação da Psicologia ainda persistem. A Psicologia entende que o racismo é promotor de transtorno mental e adoece.
Expressões, comportamentos e brincadeiras preconceituosas são, na maioria das vezes, banalizados e reproduzidos sem que as pessoas identifiquem a ação racista. Na Psicologia, ações como essas podem repercutir no atendimento ao paciente que procura um profissional que, muitas vezes, não está preparado para identificar as situações de preconceito às quais essa pessoa é submetida, repetindo o mesmo preconceito ao qual essa pessoa foi exposta. Do outro lado, também, são inúmeros os relatos de profissionais que sofrem racismo por parte dos pacientes.
A psicóloga Maria Aparecida Bento, doutora em Psicologia e integrante da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia e do GT de relações raciais da autarquia, aponta que o cenário de preconceito se agrava ainda mais quando consideramos a situação das mulheres negras no Brasil, que hoje representam 25% da população.
“As mulheres negras enfrentam situações ainda bem complicadas em algumas áreas. No mercado de trabalho há uma grande exclusão das mulheres negras. Nos últimos censos que tenho feito em grandes empresas, você tem um desafio para mulheres brancas que é de ascensão, mas há uma inserção crescente das mulheres em geral que beira, às vezes, 40% ou 50%, mas a média das mulheres negras raramente ultrapassa os 9%. Então, quando se avança na questão de gênero não estamos avançando em relação às mulheres negras. O grande desafio é pressionar cada vez mais as instituições e trazer esse assunto à baila para dizer que é preciso mudar essa situação de exclusão, de subqualificarão, de sub-representação”, defende.
Outra situação que expõe a vulnerabilidade das mulheres negras na sociedade são os dados do Mapa da Violência 2015. O relatório elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Estudos Sociais (FLACSO) mostrou que o número de mulheres negras mortas cresceu 54% em 10 anos (de 2003 a 2013), enquanto o número de mulheres brancas assassinadas caiu 10% no mesmo período.
A psicóloga Maria Conceição Costa, doutoranda em psicologia clínica na Universidade Católica de Pernambuco, aborda outros dois aspectos que revelam outras formas de discriminação às mulheres negras, naturalizados em nossa sociedade. Ela defende a regulamentação da comunicação pelo Estado para cobrar dos veículos de comunicação uma postura de não promoção e reprodução do racismo.
“A mídia brasileira, especialmente falando das televisões e dos jornais impressos, ainda coloca a mulher negra, a pessoa negra, numa situação muito degradante. Nas novelas, as mulheres negras estão nos papeis de empregadas domésticas, de babás, quando avançam um pouquinho são professoras. Ainda é um aspecto forte do racismo que precisamos combater, porque para a mulher negra ainda são dadas as piores posições de trabalho. Isso fica no subjetivo das mulheres negras, mas também das meninas; se o Estado brasileiro não regulamenta a sua comunicação e a sua mídia, isso vai demorar a acabar. E é obrigação do Estado regulamentar, nenhuma televisão pode degradar nenhuma figura de mulher ou homem negro. A mídia, de um modo geral, eles precisa ser regulamentada porque mantém e reforça essa estrutura perversa que é o racismo brasileiro”, defende.
Em 2015, diversas psicólogas negras de todo o Brasil participaram, em Brasília, da Marcha das Mulheres Negras. Durante o evento, que teve como tema “Contra o racismo, a violência e pelo bem viver”, as psicólogas denunciaram que o racismo é causador de transtorno psíquico e adoece.
A RádioPSI preparou um especial para abordar temas que são prioritários no debate sobre Psicologia e mulheres. Veja a programação da rádio e ouça esta e outras entrevistas: http://site.cfp.org.br/multimidia/radiopsi/
Artigo no site:
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racismo
O QUE É EMPATIA? A FALTA DELA SERÁ UMA DAS DOENÇAS DE NOSSO TEMPO?
A EMPATIA significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É uma tentativa de compreender sentimentos e emoções que sente outro indivíduo.
A palavra tem origem no termo em grego empatheia, que significava "paixão.
Ela é um dos fundamentos da identificação e compreensão psicológica de outros indivíduos.Na psicoterapia , por exemplo, a empatia significa a capacidade de um terapeuta de se identificar com o seu cliente, havendo uma conexão afetiva e intuitiva.
Preocupada com a falta de Empatia no mundo atual, descobri um texto curtinho que compartilho para reflexão:
"A maturidade emocional está intimamente ligada à capacidade de sentir empatia.
É a capacidade de se colocar no lugar do outro que faz com que tenhamos a abertura para ouvir as várias respostas para uma mesma pergunta e entender que não há verdade absoluta. Que a sua necessidade não é menos importante que a minha.
Sem empatia há corruptos, traidores, violentos, assassinos, aproveitadores, sem-palavras, charlatões, enrolões, abusadores, perversos, impacientes, intolerantes, presunçosos, folgados, procrastinadores, indiferentes.
Sem empatia, há contratos quebrados, acordos não cumpridos, identidades roubadas, lares destruídos, milhões desviados, trabalhos mal feitos, filas cortadas, favorecimentos ilícitos, chutes nos carros, cortadas no trânsito.
Sem empatia, alguns acreditam ser mais merecedores que outros e, portanto, se dão à comodidade de serem cegos, surdos e mudos para qualquer necessidade que não seja a sua própria. Sem empatia há o “venha a nós, mas ao vosso reino, NADA”.
A falta de empatia é o câncer do mundo, mas sua presença, a cura dele."
A palavra tem origem no termo em grego empatheia, que significava "paixão.
Ela é um dos fundamentos da identificação e compreensão psicológica de outros indivíduos.Na psicoterapia , por exemplo, a empatia significa a capacidade de um terapeuta de se identificar com o seu cliente, havendo uma conexão afetiva e intuitiva.
Preocupada com a falta de Empatia no mundo atual, descobri um texto curtinho que compartilho para reflexão:
"A maturidade emocional está intimamente ligada à capacidade de sentir empatia.
É a capacidade de se colocar no lugar do outro que faz com que tenhamos a abertura para ouvir as várias respostas para uma mesma pergunta e entender que não há verdade absoluta. Que a sua necessidade não é menos importante que a minha.
Sem empatia há corruptos, traidores, violentos, assassinos, aproveitadores, sem-palavras, charlatões, enrolões, abusadores, perversos, impacientes, intolerantes, presunçosos, folgados, procrastinadores, indiferentes.
Sem empatia, há contratos quebrados, acordos não cumpridos, identidades roubadas, lares destruídos, milhões desviados, trabalhos mal feitos, filas cortadas, favorecimentos ilícitos, chutes nos carros, cortadas no trânsito.
Sem empatia, alguns acreditam ser mais merecedores que outros e, portanto, se dão à comodidade de serem cegos, surdos e mudos para qualquer necessidade que não seja a sua própria. Sem empatia há o “venha a nós, mas ao vosso reino, NADA”.
A falta de empatia é o câncer do mundo, mas sua presença, a cura dele."
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se colocar no lugar do outro,
verdade,
verdade absoluta
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